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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Experiencias com a voz

 
*11 eleven
Gostaria que vocês refletissem sobre a forma como uma voz interfere num ambiente. Escolham esse ambiente, por exemplo, esse aguadeiro que postei aqui. Como vocês cantariam num ambiente assim? O que cantariam? Estariam vestidos? Nus? Sobre as pedras, ao sol, ou dentro da agua, mexendo nela? Etc, etc, etc... sua imaginação precisa despertar nesses exercícios e esse e um critério que não se ensina. Ou a predisposição e fraca, forte ou mesmo inexistente. A voz se comporta de forma diferente em diferentes ambientes? Cantando o que? Dizendo o que? Ha uma distancia entre a forma de cantar e falar? 
Gostaria ainda que todos refletissem sobre essa historia de gostar ou não gostar da própria voz. Sobre autoamor, portanto. Sobre ser o que se e. Ou o contrario. Agradeçam por possui-la, a voz,  por poder utiliza-la. Assumam de uma vez que lhes foi facultado usar a voz publicamente, autorizado, eu diria. E vocês a usam com as ferramentas de que dispõem, sejam elas top line os as mais simplórias. Criem situações de utilização da própria voz. Treinem no banheiro. Um discurso, um concerto, frases soltas, ditas e cantadas de formas distintas. Insisto também para que o repertório cotidiano se expanda e seja reiteradamente exercitado, quem sabe igualmente no banheiro. Se incomodar o vizinho, convide-o pra cantar junto e vice-versa. E preciso que esse exercício solitário de cantar seja repetido muitas vezes. So assim vem novidades quando reunimos as experiências individuais e criamos o espectro coletivo. Ainda há muito a ser pensado neste campo, e um terreno inesgotável de expectativas e investimentos.

algumas sugestões de textos para treinamento, criação livre, colhidos do acervo de roberto reitenbach, facebook:

 

 "Você encontrará à esquerda das moradas do Hades uma fonte,
junto a ela está um cipreste branco.
Desta fonte não chegue perto.
E encontrará outra, do lago da Memória
escorrendo água fria, e os guardiões estão à frente dela.
Diga: 'sou filho da Terra e do Céu estrelado,
mas minha raça é celeste, isso vocês próprios sabem.
Estou seco de sede e pereço: então, deem-me rapidamente
água fria que escorre do lago da Memória.'
Estes lhe darão de beber da fonte divina;
deste momento em diante você reinará entre outros heróis".
                                                                               Lâmina de Petélia


Havia marinheiros
No país de Helena
Que morriam ao pôr do sol

E havia Helena que sonhava
Fazer um dia tranças às ondas
E um berço muito grande para o mar

Daniel Faria


Que belo que é
não pensar ao ver um raio:
“A vida é fugaz”.

Bashô

  
Esvai-se o som na noite;
sobe o perfume das flores —
um sino tocou.

Bashô

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