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domingo, 15 de setembro de 2013

A partir da pratica, alguns comentários:


 
*mandala laríngea, de Arthur Drischel
Bem, hoje demos mais um passo em direção a novas descobertas. Retornamos a questão do corpo em cena, e a busca era entender que a voz pertence a ele, trabalha com ele em atitude lógica. O corpo fala. Desde o começo de minha carreira presto atenção nisso, na grande ferramenta concreta que possuímos, que aponta sensações, desequilíbrios, excessos e nossa beleza peculiar. Tomara as câmeras tenham captado os esforços de todos em busca dessa revelação da beleza, em busca de superação e entendimento, dos constrangimentos, dúvidas, pudores e quereres. Cinco pessoas, e parecíamos umas oitenta, foi essa a impressão que vocês me deram. Alguns de nos se divertem mais nessas tarefas, se entregam mais, aprofundam mais sua percepção, de si, do outro e do entorno. Sentem-se meio "bobos", não acreditam de pronto que o processo levara a algum objetivo especifico. Outros tem de esperar novas oportunidades, novos exercícios com enfoque em outras áreas do conhecimento. Outros dormem, dormem o sono das borboletas enquanto encapsuladas em seu casulo. E eu estou generalizando aqui, falando das pessoas em geral e não desse ou daquele participante presente ao processo hoje. Em consonância com alguns estudiosos do movimento corporal, demos ênfase aos movimentos e deixamos que a voz fosse balbuciando, ainda cindida do corpo, sem forma, especialmente nas duas primeiras sessões. Hoje produzimos cinco!! As nossas meninas estavam doentinhas e mesmo assim vai aparecer muita coisa bonita construida por elas no vídeo. Impressionante a resposta do corpo aos arranjos, vamos esperar e ver. Certamente ha muito mais coisas a comentar. A palavra síntese de trabalho, SAÚDE MENTAL impressionou-me bastante. Muito cedo chegaremos a estágios mais avançados, não só musicalmente mas no que se refere a sensibilidade e sentido da vida. Gostaria de lembrar que somos LEIGOS em musica, uns mais outros menos. Mas leigos. Isso não significa que estejamos fora do universo dos artistas. Estamos "levantando a lona do circo" e espiando la dentro, a jaula dos leões, elefantes, cães, macacos, cavalos, ursos, focas, gente pendurada, gente saltando, sendo atirada de canhões. Palhaços sem pintura passando seus textos e marcas, malabares no ar. Pisamos no "breu" e muito respeitosamente nos aproximamos da arena, onde a mágica acontece. Se somos vocacionados, alguns de nos, quem sabe. 51 anos, e muito mais da metade eu vivi sob a lona, adestrando borboletas. E cantando, quando algum artista se machucava. Entrou por uma porta, saiu pela outra, o rei meu senhor... Ah, num certo momento eu perguntei aos presentes se alguém fazia falta ali, se haviam sentido falta de alguém. Esta na fita, embora eu tenha pedido que o Igor apagasse... to reconsiderando, pode deixar como esta e avaliamos juntos as reações. Utilizo alguns conhecimentos que obtive em Biodança , Psicodrama, Dinâmica de Grupo, Técnicas de Alexander, Feldenkrais, Eutonia, Alexander Lowen, Moreno, Laban, o trabalho do Grupo Corpo, o trabalho do Marcos Leite, dentre outras praticas. Wilhelm Reich e o teórico principal. A função do orgasmo e seu livro mais famoso. Obrigada. Boa noite. Segunda tem mais.

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