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domingo, 16 de julho de 2017









Para entender os humanos
                            Liane Guariente, para Cida Airam
Tantas vindas
Tantas vindas
Homem, mulher, mulher, mulher, homem
O lugar, a constelação, a historia, o contexto
Tantas vindas
Tantas vindas
Tanto a aprender
Um constante macerar
Como cantar tal ciranda
Tantas vindas
Tantas vindas
Que bandeira haverá para içar
Que mares, tormentas, desenganos
Dias solares, encontros de fazer
Tantas vindas
Tantas vindas
Novos homens, mulheres, mulheres, homens
O vergar, o despir, o desencontro
Tantas vindas
Tantas vindas
Tudo por aprender
Um constante descriar
Como cantar tal ciranda
Tantas vindas
Tantas vindas

 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

encontro em campo sutil 2

                               Primeiro álbum do Projeto Música dos Povos - grupo Terra Sonora

PROJETO MÚSICA DOS POVOS Décimo quarto álbum

 

O Projeto Música dos Povos – música instrumental e vocal dos cinco continentes tem como característica fundamental o encontro de gerações. São vinte e três anos de história, reunindo cerca de cem músicos e cantores paranaenses e radicados no Paraná para compreender, na prática, o efeito dos cantos e danças de celebração – dos ritos de passagem, da gratidão ao que a Terra dá para viver. Eles compartilham experiências e interesses diversos, pesquisam, desenvolvem técnicas de execução musical, aprimoram a escuta, transcrevem, escrevem e compõem novos temas, baseados na sonoridade universal. São brasileiros atentos ao legado ancestral, das dificuldades de aprendizagem partilhadas nas eras às grandes invenções, do trabalho incessante no entendimento e expressão do oceano íntimo de cada povo que busca, acima de tudo, a absorção do Amor e da Paz e simboliza tal expressão na Música.
O projeto deu à luz os grupos Terra Sonora 1994-2016, Bayaka, 2003-2011 e Omundô, 2007- 2013. Em 2017, o Música dos Povos se despede de antigos parceiros e reata laços com parceiros antigos – nova constelação do grupo Terra Sonora. Mais uma fase do trabalho se deslinda, sugerindo novas formações e combinações sonoras. Com foco na proposta inicial - viajar através da música tradicional transmitida oralmente por todo o orbe, Plínio Silva convida egressos ao convívio musical para compor o décimo quarto álbum, oferecendo opções variadas no campo do nascer, passar, parir, meditar, orar, entrar em transe, dançar, mover-se no ritmo da Terra, do seu magma à sua atmosfera. Em tempos de transição planetária, a prática desses temas sugere reavaliação do pensamento coletivo, para que se acordem as fibras genéticas adormecidas, passem as épocas de expiações e provas, vibrem exortações e engenhosidades e se chegue, afinal, ao período de regeneração.
O som pelo som, pela sua força de propagação e perpetuação (tradição oral) quer celebrar a harmonia entre os entes terrestres; simbolizar fronteiras abertas, trânsito livre para todos, de qualquer idioma, cultura, sociedade, crença; acalentar fugitivos, expatriados, não identificados, diversificados, despidos da matéria, errantes.  O repertório escolhido – entre temas tradicionais e composições dos participantes, quer UMA PAUSA NO CAOS. Através de uma linguagem tecida no encontro de gerações – professores músicos e alunos que se tornaram músicos, o Projeto Música dos Povos abre espaço a novos recursos instrumentais e vocais – sons da nova constelação. 


                                                                                                 Liane Guariente, julho de 17.

 Um dos motivos desse encontro em campos sutis, Levi e Liane participam do Projeto Música dos Povos, ele como cantor, ela como pesquisadora colaboradora e cantora.

domingo, 2 de julho de 2017

encontro em campo sutil

Eu queria te cantar
uma canção que fosse todo o mar
eu queria te cantar
uma canção que fosse todo o mar
todo o mar são teus olhos
todo o mar são teus olhos
ai, amor

sábado, 1 de julho de 2017

do tunel do tempo

                                       Terra Sonora convida Paulo Santos, do Grupo UAKTI