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sexta-feira, 14 de julho de 2017

encontro em campo sutil 2

                               Primeiro álbum do Projeto Música dos Povos - grupo Terra Sonora

PROJETO MÚSICA DOS POVOS Décimo quarto álbum

 

O Projeto Música dos Povos – música instrumental e vocal dos cinco continentes tem como característica fundamental o encontro de gerações. São vinte e três anos de história, reunindo cerca de cem músicos e cantores paranaenses e radicados no Paraná para compreender, na prática, o efeito dos cantos e danças de celebração – dos ritos de passagem, da gratidão ao que a Terra dá para viver. Eles compartilham experiências e interesses diversos, pesquisam, desenvolvem técnicas de execução musical, aprimoram a escuta, transcrevem, escrevem e compõem novos temas, baseados na sonoridade universal. São brasileiros atentos ao legado ancestral, das dificuldades de aprendizagem partilhadas nas eras às grandes invenções, do trabalho incessante no entendimento e expressão do oceano íntimo de cada povo que busca, acima de tudo, a absorção do Amor e da Paz e simboliza tal expressão na Música.
O projeto deu à luz os grupos Terra Sonora 1994-2016, Bayaka, 2003-2011 e Omundô, 2007- 2013. Em 2017, o Música dos Povos se despede de antigos parceiros e reata laços com parceiros antigos – nova constelação do grupo Terra Sonora. Mais uma fase do trabalho se deslinda, sugerindo novas formações e combinações sonoras. Com foco na proposta inicial - viajar através da música tradicional transmitida oralmente por todo o orbe, Plínio Silva convida egressos ao convívio musical para compor o décimo quarto álbum, oferecendo opções variadas no campo do nascer, passar, parir, meditar, orar, entrar em transe, dançar, mover-se no ritmo da Terra, do seu magma à sua atmosfera. Em tempos de transição planetária, a prática desses temas sugere reavaliação do pensamento coletivo, para que se acordem as fibras genéticas adormecidas, passem as épocas de expiações e provas, vibrem exortações e engenhosidades e se chegue, afinal, ao período de regeneração.
O som pelo som, pela sua força de propagação e perpetuação (tradição oral) quer celebrar a harmonia entre os entes terrestres; simbolizar fronteiras abertas, trânsito livre para todos, de qualquer idioma, cultura, sociedade, crença; acalentar fugitivos, expatriados, não identificados, diversificados, despidos da matéria, errantes.  O repertório escolhido – entre temas tradicionais e composições dos participantes, quer UMA PAUSA NO CAOS. Através de uma linguagem tecida no encontro de gerações – professores músicos e alunos que se tornaram músicos, o Projeto Música dos Povos abre espaço a novos recursos instrumentais e vocais – sons da nova constelação. 


                                                                                                 Liane Guariente, julho de 17.

 Um dos motivos desse encontro em campos sutis, Levi e Liane participam do Projeto Música dos Povos, ele como cantor, ela como pesquisadora colaboradora e cantora.

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