terça-feira, 23 de maio de 2023
sobre fármacos para a voz 5
domingo, 30 de abril de 2023
sobre fármacos para a voz 4

Se necessitas flor, eis voz
Se necessitas renúncia, a vez
Se necessitas perdão, o mar
Se necessitas vento, vai
Irei contigo, ó Pena Ventosa
Inspirada na cantiga de amigo Ai flores de verde pino, Dom Diniz, século XIII
domingo, 26 de março de 2023
sobre fármacos para a voz 3
O mar ir, o mar vir
O mar a beira mar
O mar de nadar
O mar de navegar
O mar azul
O mar petróleo
O mar gris, o mar negro
E por razões só dele, vermelho
O mar todos os rios
O mar horizonte
O mar coral
O mar profundo
O mar abissal
Barcos, o mar os leva
Barcos, nem sempre os traz
O mar de esperar
O mar de sonhar
Inspirada em várias canções intituladas Barqueiro, tradicionais umas, de autor outras.
sábado, 18 de fevereiro de 2023
sobre fármacos para a voz 2
2. Clematis: Cavaleiro Monge*
A canção, fundada em poema
Dá-se a raciocínios lógicos
A canção, caminhada no verso
Dá-se a imagens consortes
A canção, amparada em apelo sinfônico
Dá-se a brindes inusitados
A canção, entoada por vozes simples
Dá-se ao Universo fecundado
Que seja livre a audiação
Inspirada na canção Cavaleiro Monge, de Tom Jobim. Poema de Fernando Pessoa. Álbum A música em Pessoa
Escutar também Cavaleiro Monge, de Mario Pacheco, álbum Livre. Cantado em forma de fado, pela cantora Mariza.
domingo, 22 de janeiro de 2023
sobre fármacos para a voz 1
Ao escutar a canção pela primeira vez
Ah, manhãs primaveris
Jovens, vigor, valentia
A bradar pelas ruas das grandes cidades
Acordai, terça menor dos cravos
Embalai, segunda maior das mãos dos carris
Ao nutrir a canção pela primeira vez
Ah, andarilhos gentis, que seguem
Trilhas ancestrais
Sem buscar, sem vintém, a sós, a imigrar
Acordai, terça menor dos cravos
Embalai, segunda maior das mãos dos carris
Ao cantar a canção pela primeira vez
Cantei porque sofria
Cantei porque doía
Quais acontecimentos, quais céus rasgariam
Acordai, terça menor dos cravos
Embalai, segunda maior das mãos dos carris
*Inspirada na canção Acordai, de Lopes Graça
terça-feira, 24 de outubro de 2017
SegundaSabado
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
mecenas
Queridos alunos. Quando se pleiteia um projeto de lei de incentivo, o trabalho deve estar pronto. O show deve estar montado, repertório escolhido, forma de fazer, músicos envolvidos, quem vai produzir, orçamento - em especial orçamento. Não há, como em alguns lugares, dinheiro de lugar algum, a não ser do próprio bolso, para construir o processo. Isso sugere que vocês tenham um capital inicial. Vocês investem no trabalho, fazem as bases. E então saem em busca desses oferecimentos apoiados por leis de incentivo à cultura. É bem interessante que vocês se especializem, o quanto antes, em gestão de negócios, ou se engajem em uma companhia cuja gestão seja sólida, inteligente e legítima.
Aí é pensar: as leis são nossos mecenas? Tem como montar nossos trabalhos a partir de bilheterias, uma vez que se espera plateia para nossas empreitadas? Chopin tocava para cem pessoas, Beethoven e Wagner conseguiram públicos maiores. Como lotar estádios, a Pedreira Paulo Leminski, o Guaira, o Positivo? Quem lota esses espaços? Levando que tipo de expressão cultural?
Atentem para o detalhe: estou deixando a palavra Arte fora dessa discussão. Quem somos? Veiculadores de cultura? E sabemos o que é cultura? Para que serve? Há fronteiras entre Cultura e Arte? E a Educação, participa como desse embate? Expressar o que? Por que? Para quem? Onde? Quem quer nos ouvir? Saber o que sentimos? Pensamos? Como agimos? Por hora, são esses comentários que deixarei aqui. Vamos nos falando.

